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sábado, 15 de outubro de 2011

Exercícios IX : Battement Frappé



Aula de Ballet: Ordenação dos Exercícios na Barra: 9- Battement Frappé
Este exercício é feito através de uma preparação inicial à la seconde, trazendo em seguida o pé, para sur Le cou-de-pied devant.
Trata-se de um movimento brilhante executado vigorosamente, com a dinâmica dos acentos bem delineados, vivos, compassados afinadamente e com clareza. O movimento pode ser simples ou duplo (abrindo e marcado claramente as batidas) podendo ser desenvolvido devant, à la seconde e derrière.
Battement Frappé Devant
O pé e movimento, após a preparação, marca a batida no tornozelo da perna de apoio, rápido e vigorosamente, mantendo o calcanhar para frente, o pé bastante esticado (envolvendo o tornozelo) os dedos alongados para trás (em volta do tornozelo), sempre para cima, continuando a linha do pé.
Em seguida, a perna é estendida devant (podendo ser en l’air num movimento ascendentes – 45 graus – ou pointé, (desenvolvido primeiramente).
O movimento é levado pelo pé (calcanhar para cima, dedos para baixo, colo de pé bastante esticado, abertura do joelho: sustentada) empurrando o ar, para amortecer o vigoroso impulso da batida.
Battement Frappé à la seconde
O pé em movimento marca a batida devant (sur le cou-de-pied devant) e em seguida abre o movimento à la seconde. O quadril deve ser mantido encaixado, aberto e para baixo. O en dehors deve ser sustentado tanto pela perna de base (extremamente importante), com pela perna que desenvolve o movimento.
Battement Frappé Derrière
O pé, em movimento marca a batida, sur le cou-de-pied derrière (o calcanhar encosta atrás da perna de base na altura do tornozelo, o colo de pé e dos dedos permanecem bastante esticados, mantendo os dedos em linha ascendente – quadril encaixado, aberto e para baixo, joelho aberto), em seguida o movimento è aberto derrière, também podendo ser en l’air ou em pointé.
Observações
O battement frappé double é desenvolvido sustentando a coxa imóvel e na mesma altura, executando a batida pela perna e pelo pé, abaixo do joelho. O pé em movimento desenvolve as batidas pela perna e pelo pé, abaixo do joelho. O pé em movimento desenvolve as batidas na posição sur le cou-de-pied. As batidas devem ser definidas, abrindo-se claramente em cada movimento.
Função do Battement Frappé
É um exercício essencial para preparação de movimentos ágeis, vigorosos e definidos, com acentuação viva e precisa, executados em allegros e batterias.

Fonte: dicas de dança

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Exercícios IIX: Rond de Jambe En L’air


Ordenação dos Exercícios na Barra: 8- Rond de Jambe En L’air
O rond de jambe en l’air é um exercício que se caracteriza pelo movimento semicircular, descrito pela perna, no ar. Ele pode ser executado simples ou duplo, em dedans e em dehors. É importante  notar aqui, nesta altura do desenvolvimento dos exercícios na barra, a preparação dos diferentes músculos da perna, a elevação, a sustentação, e o alongamento necessário para o trabalho en l’air.
O rond de jambe en l’air pode ser desenvolvido na barra, em combinação com o battement fondu. Mantendo o alongamento do corpo numa só linha de eixo com a perna de sustentação, a outra perna é levada à la seconde, en l’air. O exercício é desenvolvido a 90 graus.
A perna à la seconde deve manter o encaixe do quadril aberto. À rotação de em dehors, sustentada pelo calcanhar, musculatura das pernas e tendão de Aquiles, completamente alongados – joelho e pé, bastante esticados, formando uma só linha de continuação da perna.
Desenvolvimento do rond de jambe en l’air en dehors
O exercício é executado en l’air a 90 graus, mantendo a coxa e o joelho, da perna à la seconde sustentados. Todo movimento é desenvolvido pela perna e pelo pé, abaixo do joelho (a coxa deve permanecer imóvel, quadril para baixo, encaixado e aberto).
O pé vem rapidamente marcando uma trajetória reta, até a altura  do joelho da perna de base, tocando-a suavemente, continuando o movimento de forma a descrever um semi-círculo, pela frente até voltar à la seconde.
A dinâmica é rápida e lenta. Ao abrir o semi-círculo, o movimento é feito lentamente como se o colo do pé empurrasse o ar, amortecendo o impulso empregado no início.
Desenvolvimento do rond de jambe en l’air en dedans
O exercício é executado en l’air, a 90 graus, mantendo a coxa e o joelho da perna à la seconde sustentados. Todo movimento é desenvolvido pela perna e pelo pé, abaixo do joelho (a coxa deve permanecer imóvel, o quadril para baixo, encaixado e aberto).
O pé vem rapidamente, descrevendo um semi-círculo pela frente até a altura do joelho da perna de base, tocando-a suavemente, continuando o movimento numa trajetória reta e lenta até à la seconde.
O movimento é aberto à la seconde, lentamente, empurrando o ar pelo colo do pé, sem solavancos. A dinâmica é rápida e lenta.
Observações
A finalização do rond de jambe en l’air é sempre marcada por uma breve sustentação à la seconde antes de iniciar-se novamente.
No Double rond de jambe en l’air, a dupla rotação do semi-círculo è descrita na altura do joelho, abrindo-se em seguida à la seconde. O exercício de rond de jambe en l’air simples è desenvolvido decomposto a partir do III grau. A perna à la seconde en l’air deve estar a uma altura de 45 graus ou 60 graus.
Função do Rond de Jambe en l’air
Este é um exercício obrigatório para preparação de movimentos rápidos em passos batidos. O exercício de rond de jambe en l’air não é importante somente por ajudar o bailarino a fortalecer a sustentação, elevação e imobilidade da coxa, numa posição aberta e encaixada, mantendo o quadril em plano uniforme e parte superior do corpo alongada, mas principalmente por propiciar o desenvolvimento do movimento de rotação semi-circular feito pela perna e pelo pé, abaixo do joelho, sem alteração destes outros requisitos.


fonte: dicas de dança

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Exercícios VII : batterment fondu




Ordenação dos Exercícios na Barra: 7- Battement Fondu
Nesta altura do trabalho de barra, a musculatura já vem sendo gradualmente preparada para o trabalho de elevação dos pés e das pernas, pois a musculatura já estará aquecida suficientemente (os pés elevam-se pelo alongamento do tendão de Aquiles, como se fossem puxados pela cabeça, numa só linha de eixo, trazendo cada vez mais, os calcanhares para cima numa linha de eixo, trazendo cada vez mais, os calcanhares para cima, sem alterar, contudo, a rotação de em dehors, encaixe e eixo. Quanto a elevação das pernas, o trabalho desenvolve-se com total alongamento do corpo retirando o peso de sobre o quadril, conseqüentemente de sobre as pernas sendo que a sustentação e a subida gradual é feita pela musculatura posterior.
O fondu é um movimento muito importante nos exercícios de barra, uma vez que desenvolve decididamente o alongamento consistente, a maleabilidade da perna de sustentação, através da qual todo peso do corpo será conduzido durante o movimento.
O maior trabalho estará concentrado na perna de sustentação, que desenvolverá desde treino, uma consistência sólida e estável de eixo e embasamento muscular, capazes de suportar o peso do corpo, atuando como mola propulsora para o impulso necessário à elevação e também como base de amortecimento. Isto através da flexão do joelho (um movimento felino, gradual, contínuo e elástico) voltando novamente a esticá-lo em seguida (mantendo a mesma velocidade; tônus muscular e elasticidade).
Este exercício é insubstituível para o bailarino, na preparação dos saltos, quando este pretende elevar-se do chão, saindo do impulso da perna suporte, (através da flexão do joelho, alongamento-o em seguida, para alçar-se ao ar, no salto) voltando a aterrizar gentilmente sobre o chão, rolando todo o pé da perna suporte, flexionando-o até o ponto de amortecimento do impulso empregado.
Ninguém pode saltar (preparar um salto) e voltar de um salto com as pernas esticadas. Não haveria impulso suficiente, sendo que, principalmente a volta de um salto sem amortecimento, seria fatal à preservação e a saúde, tanto da musculatura como da estrutura óssea.
O battement fondu deve ser feito suave e levemente. Seu desenvolvimento consiste no trabalho de flexão e alongamento simultâneo das duas pernas. Sua dinâmica é marcada pela continuidade suave e pela elevação. O movimento è macio e flexível. Normalmente inicia-se o exercício através de uma preparação à La seconde.
No battement fondu devant, a perna suporte, flexiona simultaneamente com o movimento desenvolvido pela outra perna, que flexiona-se passando por coupé devant (pé completamente esticado – rotação de em dehors sustentanda pela calcanhar e pelo joelho – os dedos encostam logo acima do tornozelo da perna suporte, mantendo o colo do pé esticado, calcanhar para cima sem encostar na perna de base).
Ao atingir o máximo da flexão do joelho da perna suporte, as duas pernas se alongam simultaneamente. Sendo que a perna que estiver em coupé devant será alongada devant, em l’air.
O movimento é desenvolvido pela musculatura posterior, sendo levado pelo pé (calcanhar para cima, dedos para baixo) como se este, empurrasse o ar, sustentando sempre a altura e a posição aberta do joelho.
O fondu é desenvolvido sempre ascendentemente (ou seja, da posição do joelho para cima), sendo também aconselhável, para melhor aproveitamento e fortalecimento do exercício, trabalhar a 60 ou 90 graus pois acima de 90 graus a perna perde todo o seu peso, não sendo um trabalho específico do fondu.
O battement fondu à La seconde se desenvolve da mesma forma, saindo por coupé devant.
No battement fondu derrière, o desenvolvimento também é o mesmo, no entanto a passagem è feita por coupé derrière (manter o quadril encaixado e para baixo – o joelho è mantido aberto, calcanhar encostado atrás da perna de base acima do ponto do tornozelo, pé completamente alongado, dedos sempre para cima, sem tocar a perna de base).
Observações:
Ao se desenvolver o exercício de battement fondu devemos certificar-nos sempre de manter o eixo e o peso sobre a perna de base, não cedendo para a barra, nem para fora da perna de sustentação.
A movimentação da mão deve ser observada, pousando-a suavemente sobre a barra de forma a mover-se com facilidade, segundo a necessidade do movimento, estando também sempre à frente do corpo. O tronco mantém-se completamente alongado, retirando o peso de sobre o quadril
O retângulo de base (tronco-quadril) não altera sua posição no decorrer do exercício, permanecendo completamente de frente e bem sustentado.
 *É muito importante diferenciar a dinâmica do battement fondu da dinâmica do developpé e do ballonné.
Função do Battement Fondu
O exercício é desenvolvido visando a maleabilidade, elasticidade e consistência das pernas, possibilitando a preparação para o impulso e amortecimento dos saltos, sobre a perna de base; também como a sustentação do peso e equilíbrio sobre ela. Possibilita a preparação para movimentos contínuos, suaves e alongados.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Exercícios VI : Rond de Jambe à Terre



Ordenação dos Exercícios na Barra: 6- Rond de Jambe à Terre
Este é um movimento onde uma das pernas descreve semicírculos sobre o chão. O exercício é usado para ajudar e preparar a rotação aberta (em dehors) do encaixe do quadril. Este exercício pode sair de 5 posição sendo mais constante, a preparação à La seconde ou derrière.
Tronco completamente alongado, formando uma só linha de eixo, com a perna de base, que estará completamente alongada, sustentando uma constante rotação de em dehors, desde o topo da perna até o calcanhar, pé alongado sobre o chão, pressionando-o. a perna que estiver desenvolvendo o exercício, descreverá semicírculos sobre o chão, com movimentos alongados, ligados, observando a dinâmica de acentuação ao abrir o movimento. A perna move-se através de um tendu para frente, indo ao lado e atrás, Rond de jambe à terre e em dehors (e com movimento reverso no Rond de jambe à terre em dedans) passando por 1ª posição ao recomeçar o movimento.
Observações:
ao desenvolver o rond de jambe à terre, os dedos, da perna em movimento, nunca deixam o chão, estando o pé completamente esticado, formando uma só linha com o alongamento da perna. A rotação de em dehors deve ser mantida, desenvolvendo-se desde o quadril até o calcanhar.
As passar por 1ª posição o calcanhar desce, arrastando o chão, com o pé e dedos completamente alongados e relaxados, ao deslizar sobre o chão. A perna de base deverá estar bastante alongada (tronco alongado, sem peso sobre o quadril), o que permitirá o perfeito encaixe e fácil passagem da outra perna, por 1ª posição.
Ao desenvolver o rond de jambe à terre o bailarino deve estar completamente sobre a perna de base, não puxando o eixo para a barra ou para fora. O exercício de rond de jambe à terre pode vir combinado com assemble soutenu, grand plié em 4ª posição, preparação para tour, para foutés, souplesse, souplesse em rond em 4ª allongé, 4ª ou 5ª posição, balances em atitude, em arabesque, em passe.
Função do Rond de Jambe à Terre
Preparação das pernas para os movimentos de rotação circular, com a preparação e fortalecimento da rotação aberta do quadril.

fonte: http://www.dicasdedanca.com.br

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Exercícios V - Batterment jetté




Ordenação dos Exercícios na Barra: 5- Battement Jeté
Como o battement tendu, o battement jeté inicia-se na 5ª posição, podendo ser trabalhado em croix (devant, à La seconde, derriére) e alternadamente, ou seja, alternando o trabalho da perna em movimento com a perna de base. 
As considerações feitas no battement tendu, são também necessárias no battement jeté. O desenvolvimento é o mesmo, sendo que no battement jeté o pé é deslizado, elevando-se acima do chão, um ou 2 palmos.
Nesta pequena batida, destacada do chão, o pé deve manter a sensação de estar empurrando constantemente o ar, com precisão e controle isto garantirá, toda vez que voltar, tocando o chão que o movimento seja feito com meticulosa precisão, suavidade e controle. A intenção é desenvolver nos pés, reações rápidas, ativas e vivas, as quais são essências na preparação do trabalho de allegros.
Observações:
Battement jeté devant: o pé segue pelo calcanhar, meia ponta, ponta (empurrando o ar – calcanhar para cima, sustentando a rotação de em dehors – dedos para baixo) e volta pela ponta, meia ponta, calcanhar.
Battement jeté derrière: o pé segue pela meia ponta, ponta, (quadril para baixo – rotação de en dehors, desde o topo da perna até o calcanhar – ponta do pé, para cima). Volta pelo calcanhar.
O battement jeté também é desenvolvido em dinâmica lenta e rápida, guardando as mesmas considerações feitas para o battement tendu.
Função do Battement Jeté
Essencial preparação para allegros, alongamento, continuidade do movimento, trabalho de eixo, suporte, equilíbrio, desenvolvimento da dinâmica de acentuação rítmica do movimento, clareza no deslocamento dos pés pelo chão, precisão, controle, agilidade e vivacidade das pernas e pés, transferência de peso.



Fonte: http://www.dicasdedanca.com.br/

terça-feira, 26 de julho de 2011

Exercícios IV Battement Tendu



Ordenação dos Exercícios na Barra: 4- Battement Tendu
O battement tendu inicia-se na 5ª posição podendo ser trabalhado em croix (devant-à La seconde – derrière), e também alternando o trabalho com a perna de base. O que servirá para certificar-se da correta colocação do corpo, no seu eixo de base com a perna suporte, trabalhando simultaneamente, a transferência de peso de uma perna para outra. 
O battement tendu é uma pequena batida realizada à terre no battement tendu, o corpo deverá estar sustentado, ereto e alongado, cuidando para que a 5ª posição esteja perfeitamente cruzada e estabilizada com comodidade – (rotação de em dehors, do topo da perna no calcanhar; calcanhares e dedos pressionando o chão; joelhos perpendiculares ao 2º e 3º dedos do respectivo pé; tornozelos para cima sustentando o arco do pé; pés alongados completamente sobre o chão, tronco alongado, retirando o peso de sobre o quadril, o que permitirá um alongamento maior das pernas, facilitando a saída e a volta da perna em movimento, cruzando e encaixando claramente a 5ª posição).
O battement tendu é o alongamento das pernas (musculatura interna, tendão de Aquiles, musculatura posterior) e pés (arrastando calcanhar. ½ ponta, ponta, sobre o chão, alongando o arco, o colo e os dedos do pé), La seconde, derrière, sem tirar os dedos do chão. O peso do corpo estará na perna suporte mantendo toda estrutura, uma perfeita linha de alongamento.
O movimento inicia-se pelo calcanhar e finaliza com a continuação dos dedos. O trabalho de alongamento é feito com continuidade, sem grampear ou resumir a elasticidade da musculatura, mantendo no entanto, a posição fixa do quadril, desenvolvendo o alongamento do topo da perna aos dedos do pé. É importante considerar sempre o trabalho dos pés, observando em cada movimento dos pés, a passagem e cada posição, desalongando-os, pois os nossos pés são nosso contato de apoio, equilíbrio e impulso sobre o chão. O bailarino necessita sentir um consistente alongamento do tronco, pernas, pés, sentindo-os como uma continuação da perna, alongando-os debaixo dos dedos, sem precisar crispá-los no chão, tentando apoio ou mesmo equilíbrio.
Observações:
Battement tendu devant: o movimento é levado pelo calcanhar, meia ponta, ponta (dedos alongados – arco do pé sustentando calcanhar para cima, sustentando rotação de em dehors), voltando pela ½ ponta, calcanhar.
Battement tendu à la seconde: o movimento é levado pelo calcanhar, meia ponta, ponta (sustentando a rotação de em dehors), volta pela meia ponta, calcanhar.
Battement tendu derrière: o movimento é levado pela meia ponta, ponta (sustentando a rotação de en dehors, de toda perna ao calcanhar – quadril para baixo, tronco alongado) voltando pelo calcanhar.
O battement tendu pode desenvolver-se com uma dinâmica lenta e com dinâmica rápida. Sendo que a primeira facilitará o alongamento e fortalecimento dos pés e das pernas, trabalhando com calma, clareza e precisão a continuidade do movimento, o controle do impulso empregado na ida e na volta. Possibilita ainda um cuidadoso trabalho de eixo suporte e transferência de peso.
O movimento desenvolvido com dinâmica rápida, testará a vitallidade, o embasamento, o alongamento e a rapidez das pernas e dos pés, assim como a clareza das posições, transferências de peso, eixo e a acentuação do movimento. O movimento não deve ser preso tensionado, mas ao contrário, ágil e vivo.
Função do Battement Tendu
Trabalho de embasamento muscular da pernas e pés, alongamento dos mesmos, trabalho de rotação de em dehors, clareza no deslocamento dos pés pelo chão, controle e continuidade do movimento, clareza na acentuação rítmica do movimento, trabalho de eixo, perna de base e transferência de peso.

Exercícios III Grand Plié



Ordenação dos Exercícios na Barra: 3- Grand Plié
No Grand Plié, o objetivo do movimento é a flexão total das pernas, em uma ou outra das 5 posições dos pés, sem resistência, tensão ao cansaço da musculatura, mas conservando o tônus muscular. Joelhos para fora flexionam perpendicularmente sobre o 2º e o 3º dedo do pé correspondente, até o máximo da elasticidade e extensão do tendão de Aquiles e da musculatura das pernas: O movimento passa por Demi-Plié (sustentando os calcanhares sobre o chão até o máximo da capacidade de extensão do Demi-Plié e também nãp parando na posição), continuando simultaneamente o movimento de Grand Plié, até que as coxas estejam em posição horizontal. 
Nas posições fechadas (1ª, 3ª e 5ª) e também na 4ª posição, para se poder aprofundar o Grand Plié até a capacidade total (conseguindo assim a posição horizontal das coxas) da extensão muscular, deixa-se os calcanhares saírem levemente do chão (sem alterar a rotação de em dehors e aumentando a extensão muscular e do tendão de Aquiles).
Em 2ª posição, os calcanhares permanecem no chão e o Grand Plié aprofunda-se até o limite da elasticidade muscular das pernas e do tendão de Aquiles, sustentando a rotação de em dehors (do topo das pernas ao calcanhar), joelhos para fora, quadril para baixo e glúteos fechados.
Ao iniciar-se movimento, o bailarino está completamente alongado. A coluna está totalmente ereta e bem estendida. Os joelhos começam a flexionar, não existindo tensão muscular nas pernas, o movimento é lento e cuidadoso. A velocidade é a mesma, não se alterando, tanto na ida como na volta, não parando em baixo, para não interromper a continuidade do movimento.
Ao voltar o movimento, nas posições fechadas (1ª, 3ª e 5ª) e na 4ª posição, os calcanhares são rolados sobre o chão, simultaneamente, passando por Demi-Plié.
As costas permanecem completamente eretas e alongadas, quadril para baixo; ao iniciar a volta o bailarino não pode se esquecer de continuar o trabalho de sustentação do em dehors, fortalecendo a rotação através do lento trabalho desenvolvido.
Também, ao mesmo tempo do movimento de Grand Plié, não devemos esquecer da coordenação de todo corpo. Braços, mãos, cabeça, olhar, desenvolvem um trabalho definido. Braços, da segunda posição, descem para bras bas, sobem por 1ª e voltam a abrir em 2ª. O movimento é contínuo, simultâneo ao movimento do Grand Plié; o braço em movimento, acompanha a simetria do corpo, não cruzando na frente do corpo (ao passar por 1ª), mantendo-se exatamente na sua metade. A cabeça acompanha o movimento da mão, mantendo o olhar na palma da mão.
Observações: Todas as considerações feitas para o movimento de Demi-Plié. Acrescentando ainda, as observações feitas sobre o desenvolvimento do Grand Plié nas posições fechadas (1ª, 3ª e 5ª) na 4ª posição e em 2ª posição.
Função do Grand Plié
O objetivo do movimento de Grand Plié é a complexa extensão do tendão de Aquiles e musculatura das pernas. Embasamento das pernas e fortalecimento da rotação de em dehors.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Exercícios II demi plié

 Agora minha dica de exercício para se fazer em casa é o demi plié






Este movimento é feito em todas as posições aberta, dos pés: 1ª, 2ª e 3ª (para iniciantes), 4ª (pode ser feito em combinação com o battement endu ou mesmo com o rond de jambe à terre) e 5ª posição. 
Os pliés são combinados, geralmente, com o souplesse.
Demi-plié – este movimento é de extrema e fundamental importância para o bailarino, por ser um movimento de ligação entre um passo e outro. É usado na preparação da maioria dos passos, como: antes das pirouettes, releves, em demi point, em todo trabalho de pontas, antes dos saltos (preparando o impulso) e na finalização dos saltos (amortecendo o impulso).
O Demi-Plié é trabalhado em:
1ª posição: o movimento é feito pela flexão dos joelhos, mantendo os pés completamente sobre o chão. O movimento é aprofundado até a metade do Plié.
Observação: A rotação de em dehors é feita pela musculatura interna, do topo da perna (da virilha), ao calcanhar. Este, deverá estar para frente, pressionando o chão. Tendão de Aquiles completamente alongado, tornozelos ara cima sustentando o arco dos pés e dedos abertos sobre o chão.
Ao iniciar o movimento, a flexão dos joelhos é feita suave e gradativamente, num movimento constante e na mesma velocidade, na ida e na volta, pressionando-o.
No Demi-Plié, os joelhos devem permanecer abertos mantendo a rotação de em dehors, estes estarão perpendiculares aos 2º e 3º dedos do pé sobre o chão pressionando-o e mantendo os dedos abertos, ser grampeá-los, pois isto eliminará o contato e o equilíbrio sobre o chão. O tronco, completamente alongado, eliminando o peso sobre o quadril. O peso deverá estar distribuído, igualmente sobre as pernas.
2ª posição: posição em dehors, os pés mantendo à distância de 1 pé entre ambos.
Observação: O movimento é desenvolvido da mesma forma que em 1ª posição.
3ª posição: posição preparatória da 5ª posição, é usada no início do aprendizado do Ballet Clássico.
Posição em dehors, pernas esticadas sendo que a perna da frente estará cruzada levemente diante da perna de trás, até a altura do tornozelo.
Observações: O Demi-Plié é desenvolvido da mesma forma que em 1ª posição, guardando as mesmas observações e cuidando para que uma perna não descanse sobre a outra ao flexionar os joelhos, mantendo-os sempre na rotação de em dehors. Calcanhares para frente, tornozelos para cima (sustentando o arco pé, não possibilitando assim que o peso caia sobre o dedão). O quadril deverá estar sempre para baixo, e o peso distribuído sobre as penas.
4ª posição: posição em dehors, pernas esticadas e cruzadas paralelamente uma diante da outra, mantendo uma distância de 1 pé entre ambas. O calcanhar de uma perna estará mesma altura e paralelo aos dedos da outra perna e vice-versa.
Observações: Ao desenvolver o movimento de Demi-Plié, manter os joelhos abertos, calcanhares para frente, pés paralelamente cruzados, tornozelos para cima, pés pressionando o chão, em dehors sustentado. Não permitir que o pé de trás caia sobre o dedão, desestabilizando o peso e o apoio. O peso é distribuído sobre as pernas, lembrando ainda, que o Demi-Plié em 4ª posição é uma preparação importantíssima para a pirouette.
5ª posição: posição em dehors, pernas completamente esticadas e cruzadas, uma na frente da outra, sem distância entre ambas. O calcanhar  de um pé, encostado paralelamente aos dedos do outro pé e vice-versa.
Observação: O movimento de Demi-Plié em 5ª posição é feito da mesma forma que em 1ª posição. Ao iniciar o Demi-Plié, não deixar que uma perna descanse sobre a outra tornozelos para cima sustentando o arco dos pés, para que o pé de trás não venha a cair sobre o dedão, cedendo assim o peso sobre a perna da frente.
Função do Demi-Plié
Aquecimento da musculatura interna das pernas, flexibilidade, elasticidade, extensão do tendão de Aquiles, embasamento da musculatura das pernas, fortalecimento da rotação de em dehors, sustentação e alongamento do tronco, intercostais (todo eixo de base), pois o tronco estará desenvolvendo uma força exatamente contrária à flexão do Demi-Plié. Trabalho de impulso e amortecimento. 

Fonte : dicas de dança